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domingo, 17 de julho de 2016

As Crianças e seus traços comportamentais mais fortes

As Crianças e seus traços comportamentais mais fortes É bom lembrar sempre de que, ingenuidade não é sinal de burrice, apenas de falta de maturidade... É sempre importante lembrarmo-nos de que o conhecimento dos traços comportamentais fortes de uma criança, ou virtudes, de fato, nos capacita na tarefa de potencializá-los. A criança recém saída do berço tem nos sentidos um forte aliado. São eles mais aguçados do que em qualquer adulto. E também são usados de forma intensa por mais tempo, uma vez que sua mente ainda não se distrai brincando de mesclar ou burilar lembranças, que são pensamentos baseados em memórias de quem já possui uma larga experiência de vida. Sua curiosidade é infinita. Não existe dia inadequado ou mais propício para aprender. Como ainda não pensa de forma lógica, ainda não é controlada pelas lembranças, nem pelas instáveis emoções conscientes, por isso, tudo lhe parece sempre novo, fresco, como o novo dia que tem diante de si. Explorar é seu principal lema. Como nunca desiste, sempre está motivada para mais uma rodada de tentativas. E como não tem senso crítico, erros e acertos são tratados como se fosse a uma mesma coisa, afinal de contas, os dois procedimentos acabarão por levá-la numa só direção, que é a experiência, seja negativa ou positiva. Sem experiência, ainda não tem medos. De fato, crianças são como livros com folhas em branco, onde podemos escrever qualquer coisa, inclusive aquelas de conteúdo positivo. Inicialmente são motivadas por natureza ou instinto e não por orientação, mas isso não quer dizer que a sugestão não seja capaz de motivá-las, ou fazer o caminho inverso. Mas poderão vir a sucumbir ante o crivo crítico exagerado dos adultos, o que pode torná-las um tanto inibidas em suas aventuras em busca por novos conhecimentos, e esse é um dos mais importantes embotadores da sua criatividade. São sociáveis por natureza, e esse atributo é ao mesmo tempo um ponto fraco e um ponto forte. Fraco porque a torna mais vulnerável ante as armadilhas das crianças mais velhas ou de adultos mal intencionados. Forte porque não são resistentes aos novos aprendizados e esclarecimentos. Como ainda lhes falta experiência de vida, isso é positivo na medida em que recebem os novos conhecimentos sem o crivo ou resistência de suas opiniões. Mas pode se tornar uma fraqueza, se, com o tempo, não adotarem a dúvida como um dos princípios essenciais ao seu desenvolvimento cognitivo saudável. Sem o princípio da dúvida poderão ser enganadas com falsas verdades. Por outro lado, a partir da prática da dúvida, terão os meios necessários para investigar e nunca aceitar sem antes digerir, os argumentos que não possam ser comprovados. Como são naturalmente curiosas, isso faculta que aceitem com facilidade a boa pedagogia. Mas, como ainda não possuem um discernimento mínimo, uma vez mais, poderão cair nas armadilhas do mau conhecimento. Possuem mais facilidade para aprender outro idioma além do nativo. Isso ocorre porque suas sinapses cerebrais estão mais receptivas e sua audição mais afinada para perceber com mais clareza as diversas variações fonéticas. É a melhor época para se ensinar ética, cidadania e bons costumes. Mas isso deverá ser feito através da linguagem que elas melhor compreendem, ou seja, o exemplo. As explicações, nesse estágio, têm sua importância, mas o exemplo esclarece mais que mil palavras. Respeito e consideração, se aprenderem nesse ciclo da vida, com o reforço do exemplo pessoal, jamais irão esquecer. A mesma regra vale para os pensamentos positivos, e a lei de causa e efeito, onde nossas ações, quaisquer que sejam, inevitavelmente, terão como resultantes coisas negativas ou positivas. É a melhor ocasião para ensinar-lhes o que significa uma ação negativa e outra positiva. De como as pessoas poderão se beneficiar com um ato positivo ou se frustrar com o seu inverso. É ainda o melhor momento para compreenderem o que significa a velhice, sua importância social e cognitiva para os mais jovens, sua condição de desprezo e indiferença pela sociedade patológica, não existe melhor ocasião que essa fase. E por que lhes esconder o lado feio da vida, se não poderão se ausentar dessa condição no futuro? Acaso irão transmigrar de um planeta para outro à medida que crescem? Pode estar nas mãos delas a mudança desses milenares paradigmas patológicos, e tudo isso vai depender da qualidade da instrução primária; mas não aquela que receberão na escola, e sim em casa. As Crianças e seus traços comportamentais mais fortes A Compreensão ocorre quando descobrimos que uma falha representa a primeira evidência de um acerto em andamento... Uma criança que, nesse momento etário, recebe dos pais carinho, respeito e bons exemplos de conduta, jamais, sob nenhuma condição externa ou circunstância patrocinada pelo acaso, irá se corromper. Nesse tempo, a velha máxima: “A primeira impressão é aquela que fica”, acredite, é mesmo. Por isso cuide de dar sempre uma primeira boa impressão, com um primeiro bom exemplo. Seu cérebro novinho em folha estará pronto para fixar com grande nitidez, pelo resto da vida, essa orientação. Mas, aqui vale um alerta. Bom exemplo significa regularidade, continuidade, e não eventualidade. A mesma regra, claro, vale para os maus primeiros exemplos. Lembre-se, você já está contaminado pelos maus hábitos e psicopatologias sociais, ela ainda não. E nesse primeiro momento, que é o mais importante de suas vidas, você é que irá determinar qual será a qualidade primária dos seus pensamentos, e base cognitiva. Por outro lado, a outra máxima: “A última impressão é a que fica”, também tem impacto importante sobre seu padrão de conduta. Por isso o exemplo dado não pode ser aquele que muda de acordo com as estações do ano. Nesse caso a regularidade é que fará toda diferença. Lembre-se, se você dá um bom exemplo e depois desfaz tudo com um mau, o conflito estará instalado em sua pequena mente, e você perderá toda credibilidade e gabarito como cognitor. E se sua vulnerabilidade consolidada pela inocência é seu Calcanhar de Aquiles, esse também é seu ponto mais forte. Embora pareça um paradoxo, não é. Inocência aqui significa disposição para aprender, de forma livre e criativa, sem o peso dos vícios, crenças doentes, dogmas e os tabus limitadores do conhecimento, que são entraves próprios do condicionamento. Por isso suas sinapses cerebrais, ao receberem o esclarecimento e a orientação adequada, seguido do imprescindível exemplo comprobatório, desenvolverão sólidos músculos criativos, ao invés dos tradicionais bloqueios psicológicos patrocinados pela desinformação e falsa pedagogia. E por último, o atributo do aprender a aprender, se ensinado nessa época, poderá criar raízes capazes de se sustentar por toda vida. E essa é a mais importante qualificação que um ser humano pode receber em vida, o caminho natural para a descoberta da vocação. Sem esse status mental, a criança jamais será capaz de praticar o autodidatismo, aquela condição onde indivíduo aprende através de si mesmo. Nessa condição, onde seu status consciencial poderá aflorar, ela terá possibilidades concretas de descobrir quem é como entidade humana e qual o seu verdadeiro papel existencial.

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